É doar generosidade
É pedra que se desprende do sapato
É o orgulho fazer evaporar
É perder o chão de lama
Para o vento encontrar
É esquecer as rimas duras
Fazer palavras tristes sorrirem todas de uma vez
É voltar a rir do que foi choro
Vela no bolo para velar o rancor
Branco vestido para uma tarde de calor
Perdôo São Pedro pela pancada de chuva
Afinal mais vale a alegria de um corpo molhado
Perdoando os olhares crispados
Saquei um saquê pensando em você
saudades docê
doce companhia das tardes de maio
também abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro.
alguns anos..
parceiro
companheiro
Ale, ale, ale... que falta me faz você!!!
Um marcador de livros para não esquecer a página em que parei
Por que mesmo eu parei?
Não importa
O que você lembra
É o que ficou gravado
Recorda?
Não esqueço nada o que está na minha cabeça
E se é apenas nada o que existe
Nada recordo-me
Esqueço-me sem pressa
Até o final.
Quem lê tuas mãos assegura: azedo sumo, azedo...
Não suma, azedume
Assumo que sua essência é mais doce que a de baunilha
Que não enjôo de fazer caretas
Porque ela acorda os caretas
Despertam um mundo surreal
E com um pouco de sal ou açúcar é possível temperar as palavras
Agridoce
Planto sementes de um limão
Sabendo analfabeta
Das linhas da palma
Mas feliz por tocar sulcos
E talvez preparar um suco
Para nós dois
Além do que se pode ver
À espera
Apenas este momento
para ser livre
Surgir
Lampejo de memória
Labaredas e cinzas
Numa noite escura
Pássaro negro
Alcance a luz
Escureça amanhã
Hoje não
Hoje ainda me lembro
De ontem
Apenas antes
Escurecendo a cada dia as manhãs
Fim de tarde
Sempre me alegra
O calor brando do sol
A passagem lenta pelo tempo ausente
Lembro-me dos amigos
Da lancheira e merenda na escola
Júlia, amiga querida
Papai e mamãe na varanda
O carpete verde machuca meus joelhos
Não fui eu que rabisquei!
Não fui eu, mamãe.
Eu já sei escrever. Poesia.
Eu quero ser bailarina quando crescer.
Eu ganhei um ponto
Um ponto final . um ponto assim: .
Eu, que guardava sonhos
Desejei encontrar dois pontos:
Para tombá-los assim ..
E juntá-los aquele ponto final
Formando ... reticências ... sem resistências
Depois seguiríamos com vírgulas
Navegando, brincando, nadando, flutuando
Mares e marés entre vírgulas
Aos Cândidos de alma
Agradeço humildemente
Pelos sorrisos sinceros
E bons sentimentos sempre atentos
Que nos chegam por seus olhares
E palavras docemente temperadas
Uns dizem tantas coisas sérias, outros tantas coisas tontas
E entre todas estas coisas aqueles Cândidos de alma animam o espírito
Não de qualquer jeito
Há classe e estilo
Há inteligência
Própria dos sábios
E das crianças
Amo os ingênuos
Singelos
Serenos
Para ser puro é preciso ter sido impuro
Deleito-me com as impurezas
Que nos proporcionam momentos sublimes
De alegria, gozo um rio gostoso um riso corajoso
Rasgando o espaço colorindo o tempo
Não há risco
Só rabiscos
Há vida
Acontece
Às vezes
Uma única advertência
Aos humanos ordinários:
Agradeça aos Cândidos
Por fazerem valer a vida
Que se rabisca
Agradeça aos Cândidos
Por assegurarem-lhe a destreza
Agradeça aos Cândidos
Pelos momentos risíveis e inesquecíveis
Agradeça, sempre. Esta é a sua melhor contribuição.